"Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação
aos finais de semana já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas com
metade da minha idade e do meu bom senso. Nada contra adolescentes,
muitos deles até são mais interessantes e vividos do que eu, mas to falando
dos “fabricação em série”. Tô fora de dançar os hits das rádios e ter meu
braço ou cabelo puxado por um garoto que fala tipo assim, gata, iradíssimo,
tia.
Tinha me decidido a banir a palavra “balada” da minha vida e só sair de casa
para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho cult desses que tem
aberto aos montes em bequinhos charmosos. Mas a verdade é que por mais
que eu ame minhas amigas, a boa música e um bom filme, meus hormônios
começaram a sentir falta de uma boa barba pra se esfregar.
Já tentei paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham
sempre pra mim com aquela cara de “tô no meu mundo, fique no seu”. Tentei
aquelas festinhas que amigos fazem e que sempre te animam a pensar “se
são meus amigos, logo, devem ter amigos interessantes”. Infelizmente essas
festinhas são cheias de casais e um ou outro esquisito desesperado pra achar
alguém só porque os amigos estão todos acompanhados. To fora de gente
desesperada, ainda que eu seja quase uma.
Baladas playbas com garotas prontas para um casamento e rapazes que
exibem a chave do Audi to mais do que fora, baladas playbas com garotas
praianas hippye-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado (elas
misturam o desejo de serem meigas com o desejo de serem manos com o
desejo de serem patos) e rapazes garoto propaganda Adidas com cabelinho
playmobil também to fora.
O que sobra então? Barzinhos de MPB? Nem pensar. Até gosto da música,
mas rapazes que fogem do trânsito para bares abarrotados, bebem
discutindo a melhor bunda da firma e depois choram “tristeza não tem fim,
felicidade sim” no ombro do amigo, têm grandes chances de ser aquele tipo
que se acha super descolado só porque tirou a gravata e que fala tudo
metade em inglês ao estilo “quero te levar pra casa, how does it sounds?”
Foi então que descobri os muquifos eletrônicos alternativos, para dançar são
uma maravilha, mas ainda que eu não seja preconceituosa com esse tipo, não
estou a fim de beijar bissexuais sebosos, drogados e com brinco pelo corpo
todo. To procurando o pai dos meus filhos, não uma transa bizarra.
Minha mais recente descoberta foram as baladinhas também alternativas de
rock. Gente mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana,
estilo bacana, papo bacana… gente tão bacana que se basta e não acha
ninguém bacana. Na praia quem é interessante além de se isolar acorda cedo,
aí fica aquela sensação (verdadeira) de que só os idiotas vão à praia e às
baladinhas praianas. Orkut, MSN, chats… me pergunto onde foi parar a única
coisa que realmente importa e é de verdade nessa vida: a tal da química. Mas
então onde Meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está
passando, meus ex já estão quase todos casados, minhas amigas já estão
quase todas pensando no nome do bebê,… e eu? Até quando vou continuar
achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo a mais idiota de
todos?
Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu
agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares
furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e
voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredon lendo mais algumas
páginas do seu mundo perfeito.
A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar
que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la
andando por aí?"
Meu estilo (nada muito sério e nada muito engraçado). Always "under construction"!!!!!!!!! " PODEMOS ESCOLHER O QUE PLANTAR , MAS SOMOS OBRIGADOS A COLHER O QUE PLANTAMOS " Provérbio chinês
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Head Up!!!
"Young girl don’t cry
I’ll be right here when your world starts to fall
Young girl it’s alright
Your tears will dry, you’ll soon be free to fly
When you’re safe inside your room you tend to dream
Of a place where nothing’s harder than it seems
No one ever wants or bothers to explain
Of the heartache life can bring and what it means
Chorus:
When there’s no one else, look inside yourself
Like your oldest friend just trust the voice within
Then you’ll find the strength that will guide your way
You’ll learn to begin to trust the voice within
Young girl don’t hide
You’ll never change if you just run away
Young girl just hold tight
Soon you’re gonna see your brighter day
Now in a world where innocence is quickly claimed
It’s so hard to stand your ground when you’re so afraid
No one reaches out a hand for you to hold
When you look outside look inside to your soul
Chorus
Life is a journey
It can take you anywhere you choose to go
As long as you’re learning
You’ll find all you’ll ever need to know
(be strong)
You’ll break it
(hold on)
You’ll make it
Just don’t forsake it because
No one can tell you what you can’t do
No one can stop you, you know that I’m talking to you
Chorus
Young girl don’t cry I’ll be right here when your world starts to fall"
I’ll be right here when your world starts to fall
Young girl it’s alright
Your tears will dry, you’ll soon be free to fly
When you’re safe inside your room you tend to dream
Of a place where nothing’s harder than it seems
No one ever wants or bothers to explain
Of the heartache life can bring and what it means
Chorus:
When there’s no one else, look inside yourself
Like your oldest friend just trust the voice within
Then you’ll find the strength that will guide your way
You’ll learn to begin to trust the voice within
Young girl don’t hide
You’ll never change if you just run away
Young girl just hold tight
Soon you’re gonna see your brighter day
Now in a world where innocence is quickly claimed
It’s so hard to stand your ground when you’re so afraid
No one reaches out a hand for you to hold
When you look outside look inside to your soul
Chorus
Life is a journey
It can take you anywhere you choose to go
As long as you’re learning
You’ll find all you’ll ever need to know
(be strong)
You’ll break it
(hold on)
You’ll make it
Just don’t forsake it because
No one can tell you what you can’t do
No one can stop you, you know that I’m talking to you
Chorus
Young girl don’t cry I’ll be right here when your world starts to fall"
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Nem tanto...
A primeira vez.
De Tati Bernardi.
Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um
texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.
Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem
uma frase num papelzinho amassado.
Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar
o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu
também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar
sequer alguém, o que dirá o mundo.
Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu
larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele,
no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu
nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei
vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu
melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado.
Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos
escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas
“bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha
da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso
super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por
dentro do peito.
Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da
classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns
babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo.
Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela
vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você
saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me
deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com
historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco
cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele
cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu
naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase
mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim,
mas deixa eu te olhar mesmo assim”.
Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única
coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia
enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de
canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo.
Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava
querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu
amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de
todas as outras pessoas que diziam estar comigo.
Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar
de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes
e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em
branco. Nenhuma linha sequer sobre isso.
Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até
desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim.
Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode
me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta
um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo
é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou
quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você.
Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu
fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do
que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei
infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo,
mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha,
eu escrevi sequer uma palavra sobre você.
Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem
sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você
simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida
cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou
saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não
gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a
ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu
um texto meu.
Tati Bernardi é cronista do Blônicas.
NEM EU NÃO QUERO MAIS!!!!!!!!!
De Tati Bernardi.
Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um
texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.
Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem
uma frase num papelzinho amassado.
Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar
o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu
também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar
sequer alguém, o que dirá o mundo.
Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu
larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele,
no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu
nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei
vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu
melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado.
Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos
escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas
“bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha
da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso
super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por
dentro do peito.
Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da
classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns
babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo.
Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela
vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você
saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me
deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com
historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco
cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele
cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu
naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase
mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim,
mas deixa eu te olhar mesmo assim”.
Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única
coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia
enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de
canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo.
Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava
querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu
amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de
todas as outras pessoas que diziam estar comigo.
Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar
de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes
e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em
branco. Nenhuma linha sequer sobre isso.
Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até
desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim.
Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode
me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta
um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo
é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou
quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você.
Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu
fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do
que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei
infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo,
mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha,
eu escrevi sequer uma palavra sobre você.
Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem
sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você
simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida
cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou
saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não
gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a
ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu
um texto meu.
Tati Bernardi é cronista do Blônicas.
NEM EU NÃO QUERO MAIS!!!!!!!!!
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Estado de Espírito"Contradizer-se: que luxo!"(Jean Cocteau)
Vamos deixar a hipocrisia de lado. Quando você está solteira, você deseja um namorado bacanérrimo, inveja todos os casais que vê pela frente, fica com um monte de caras cheirosos, deliciosos e canalhas (na sua opinião), sai pra lá e pra cá com suas amigas malucas que obviamente te divertem e acaba (depois de quatro doses a mais) com um discurso manjado de como está difícil achar alguém legal pra dividir a vida, dividir os medos, o café da manhã, as contas e o tédio de domingo. E o blábláblá não acaba.
Nós somos poderosas, evoluídas, revolucionárias, os pobres-coitados são sempre culpados. E vamos descer a lenha: tem que ser muito homem pra ficar com uma mulher como você, independente, linda, engraçada, com texto forte, personalidade e corpão. Mentira minha? Tire a culpa da sua bolsa, jogue em cima do rapaz, cara paleozóico, que só quer uma figura dócil para afirmar sua masculinidade, fazer bonito na frente dos outros e poder dispensar as outras lindas e interessantes que aparecerem (logicamente, depois de beijar e iludir cada uma) com a frase maisusada no mundo: "sabe o que é? Eu tenho namorada!"
"Hã?", você pergunta incrédula. O canalha tem namorada. E você chora pelo babaca, diz que os homens são todos iguais, nunca mais vai se apaixonar de novo (mesmo que tenha um Santo Antônio escondido em casa), se embola com namoros virtuais e não entende porque só atrai gente problemática.
Você se reconheceu em alguma palavra até aqui? Sinto dizer, é a vida.
Mas como o mundo dá voltas e um dia é da caça e o outro (oba!!) do caçador, uma certa hora todo esse material maravilhoso que você é se depara com uma pessoa incrível que te faz acreditar que amor não é marketing, nem invenção de Shakespeare. E você se sente abençoada, agradece aos céus por achar um cara tão sensível e vocês vivem felizes para sempre. Felizes e apaixonadosaté constatarem o óbvio: ninguém é perfeito. Aí meu bem, começa um outro discurso. Nem melhor nem pior, mas diferente. É reclamação que não acaba, a velha saudade da vida de solteira que bate, aquele defeito charmoso dele agora faz você ficar louca. Louca, não. Louquíssima. E você sente falta de acordar sozinha, sente falta do seu espaço, sente falta das suas amigas e das noites divertidas e vazias que vocês passavam (lógico que não eram vazias, vocês tinham umas às outras!), sente falta de não ter que ligar e dar explicação de onde você estava e o pior: começa a achar graça naquele cara que você nunca achou a menor graça.
Mentira minha?
Pois é. Solteiros, casados, juntados, a questão não é o estado civil, mas a sensação que volta-e-meia volta: nunca estamos satisfeitos. A vida é feita de escolhas e em cada escolha há uma perda. E perder dói. Se você se sente plenamente realizado todos os dias com alguém que você convive há muito tempo (namoros à distância e paixões tumultuadas não estão em questão), parabéns, eu não conheço ninguém igual a você.
Porque não é fácil ficar sozinho, não é fácil viver com alguém, mesmo que seja o grande amor da sua vida. Conviver é uma arte complicada. Haja tolerância, paciência e jogo de cintura para agüentar nossos defeitos e os do outro. Viver sozinho também não é mole. Haja sabedoria para estar só e se sentir sempre em paz. Mas como nada nunca é perfeito, penso que a única saída é aproveitar cada momento (independente do estado civil que você se encontre) e aceitar a realidade como um presente. Porque perfeito mesmo só a imperfeição. Que faz ter sentido até o que não se explica.
Elisângela mandou pra mim. Ameeeeeeeeeiiiiiiii
Vamos deixar a hipocrisia de lado. Quando você está solteira, você deseja um namorado bacanérrimo, inveja todos os casais que vê pela frente, fica com um monte de caras cheirosos, deliciosos e canalhas (na sua opinião), sai pra lá e pra cá com suas amigas malucas que obviamente te divertem e acaba (depois de quatro doses a mais) com um discurso manjado de como está difícil achar alguém legal pra dividir a vida, dividir os medos, o café da manhã, as contas e o tédio de domingo. E o blábláblá não acaba.
Nós somos poderosas, evoluídas, revolucionárias, os pobres-coitados são sempre culpados. E vamos descer a lenha: tem que ser muito homem pra ficar com uma mulher como você, independente, linda, engraçada, com texto forte, personalidade e corpão. Mentira minha? Tire a culpa da sua bolsa, jogue em cima do rapaz, cara paleozóico, que só quer uma figura dócil para afirmar sua masculinidade, fazer bonito na frente dos outros e poder dispensar as outras lindas e interessantes que aparecerem (logicamente, depois de beijar e iludir cada uma) com a frase maisusada no mundo: "sabe o que é? Eu tenho namorada!"
"Hã?", você pergunta incrédula. O canalha tem namorada. E você chora pelo babaca, diz que os homens são todos iguais, nunca mais vai se apaixonar de novo (mesmo que tenha um Santo Antônio escondido em casa), se embola com namoros virtuais e não entende porque só atrai gente problemática.
Você se reconheceu em alguma palavra até aqui? Sinto dizer, é a vida.
Mas como o mundo dá voltas e um dia é da caça e o outro (oba!!) do caçador, uma certa hora todo esse material maravilhoso que você é se depara com uma pessoa incrível que te faz acreditar que amor não é marketing, nem invenção de Shakespeare. E você se sente abençoada, agradece aos céus por achar um cara tão sensível e vocês vivem felizes para sempre. Felizes e apaixonadosaté constatarem o óbvio: ninguém é perfeito. Aí meu bem, começa um outro discurso. Nem melhor nem pior, mas diferente. É reclamação que não acaba, a velha saudade da vida de solteira que bate, aquele defeito charmoso dele agora faz você ficar louca. Louca, não. Louquíssima. E você sente falta de acordar sozinha, sente falta do seu espaço, sente falta das suas amigas e das noites divertidas e vazias que vocês passavam (lógico que não eram vazias, vocês tinham umas às outras!), sente falta de não ter que ligar e dar explicação de onde você estava e o pior: começa a achar graça naquele cara que você nunca achou a menor graça.
Mentira minha?
Pois é. Solteiros, casados, juntados, a questão não é o estado civil, mas a sensação que volta-e-meia volta: nunca estamos satisfeitos. A vida é feita de escolhas e em cada escolha há uma perda. E perder dói. Se você se sente plenamente realizado todos os dias com alguém que você convive há muito tempo (namoros à distância e paixões tumultuadas não estão em questão), parabéns, eu não conheço ninguém igual a você.
Porque não é fácil ficar sozinho, não é fácil viver com alguém, mesmo que seja o grande amor da sua vida. Conviver é uma arte complicada. Haja tolerância, paciência e jogo de cintura para agüentar nossos defeitos e os do outro. Viver sozinho também não é mole. Haja sabedoria para estar só e se sentir sempre em paz. Mas como nada nunca é perfeito, penso que a única saída é aproveitar cada momento (independente do estado civil que você se encontre) e aceitar a realidade como um presente. Porque perfeito mesmo só a imperfeição. Que faz ter sentido até o que não se explica.
Elisângela mandou pra mim. Ameeeeeeeeeiiiiiiii
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Uma amiga mandou pra mim em fevereiro desse ano:
""Você aprende" é largamente atribuído a Shakespeare, mas podemos observar um tom"auto-ajúdico" quase adolescente da mensagem, que não tem a ver com Shakespeare! É uma coletânea. Ou um "Texto-Frankstein", como podemos chamar, cuja base é um poema de Veronica Shoffstall ("After a While", ou "Depois de um Tempo"), de 1971. Também conhecido por "Comes the Dawn". Abaixo vai o poema que originou o texto-Frank, para você conferir.
After a while Veronica Shoffstall
After a while you learn the subtle difference between holding a hand and chaining a soul and you learn that love doesn't mean leaning and company doesn't always mean security. And you begin to learn that kisses aren't contracts and presents aren't promises and you begin to accept your defeats with your head up and your eyes ahead with the grace of woman, not the grief of a child and you learn to build all your roads on today because tomorrow's ground is too uncertain for plans and futures have a way of falling down in mid-flight. After a while you learn that even sunshine burns if you get too much so you plant your own garden and decorate your own soul instead of waiting for someone to bring you flowers. And you learn that you really can endure you really are strong you really do have worth and you learn and you learn with every goodbye, you learn.
A verdadeira tradução: Depois de um tempo Veronica Shoffstall Depois de um tempo você aprende a sutil diferença entre segurar uma mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e companhia não quer sempre dizer segurança. E você começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E você começa a aceitar suas derrotas com sua cabeça erguida e seus olhos adiante com a graça de mulher, não a tristeza de uma ciança. E você aprende a construir todas as estradas hoje porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para planos e futuros têm o hábito de cair no meio do vôo. Depois de um tempo você aprende que até mesmo a luz do sol queima se você a tiver demais ...então você planta seu próprio jardim e enfeita sua própria alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que você realmente pode resistir, você realmente é forte, você realmente tem valor, e você aprende... e você aprende... com cada adeus, você aprende.
(É muito bonito o texto original. Encanta-me a riqueza das palavras, a emoção sugerida, a verdade expressa...)..........................................................................
A versão que se segue. é uma das versões do texto-Frankstein.
Circulam outras com algumas alterações.Aprender Depois de algum tempo você aprende a diferença, A sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, E que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos E presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas Com a cabeça erguida e olhos adiante, Com a graça de um adulto E não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, Porque o terreno do amanhã É incerto demais para os planos, E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende Que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, Algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, Ela vai feri-lo de vez em quando
E você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança E apenas segundos para destruí-la. E que você pode fazer coisas em um instante, Das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades Continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, Mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família Que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos Se compreendemos que os amigos mudam, Percebe que seu melhor amigo e você Podem fazer qualquer coisa, ou nada, E terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas Com quem você mais se importa na vida São tomadas de você muito depressa. Por isso sempre devemos deixar As pessoas que amamos com palavras amorosas, Pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes Têm influência sobre nós, Mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, Mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo Para se tornar a pessoa que quer ser, E que o tempo é curto.
Aprende que não importa aonde já chegou, Mas onde está indo. Mas se você não sabe para onde está indo, Qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos Ou eles o controlarão, E que ser flexível não significa Ser fraco ou não ter personalidade, Pois não importa quão delicada e frágil Seja um situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas Que fizeram o que era necessário fazer, Enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes A pessoa que você espera que o chute quando você cai É uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver Com os tipos de experiência que se teve E o que você aprendeu com elas Do que com quantos aniversários você já celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você Do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança Que sonhos são bobagens. Poucas coisas são tão humilhantes E seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva Tem o direito de estar com raiva, Mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama Do jeito que você quer que ame, Não significa que esse alguém Não o ame com tudo o que pode, Pois existem pessoas que nos amam, Mas simplesmente não sabem Como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente Ser perdoado por alguém, Algumas vezes você tem que aprender A perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, Você será em algum momento condenado. Aprende que não importa Em quantos pedaços seu coração foi partido, O mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo Que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... Que realmente é forte, E que pode ir muito mais longe Depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor E que você tem valor diante da vida! Nossa dúvidas são traidoras E nos fazem perder O bem que poderíamos conquistar, Se não fosse o medo de tentar .
............................
O texto-Frank é bonito, não resta dúvida.
Mas o original é um lindo texto, bastante oportuno e enriquecedor.
Deveria ser mantido no original, com a autoria respeitada.
......................
Nádia"
""Você aprende" é largamente atribuído a Shakespeare, mas podemos observar um tom"auto-ajúdico" quase adolescente da mensagem, que não tem a ver com Shakespeare! É uma coletânea. Ou um "Texto-Frankstein", como podemos chamar, cuja base é um poema de Veronica Shoffstall ("After a While", ou "Depois de um Tempo"), de 1971. Também conhecido por "Comes the Dawn". Abaixo vai o poema que originou o texto-Frank, para você conferir.
After a while Veronica Shoffstall
After a while you learn the subtle difference between holding a hand and chaining a soul and you learn that love doesn't mean leaning and company doesn't always mean security. And you begin to learn that kisses aren't contracts and presents aren't promises and you begin to accept your defeats with your head up and your eyes ahead with the grace of woman, not the grief of a child and you learn to build all your roads on today because tomorrow's ground is too uncertain for plans and futures have a way of falling down in mid-flight. After a while you learn that even sunshine burns if you get too much so you plant your own garden and decorate your own soul instead of waiting for someone to bring you flowers. And you learn that you really can endure you really are strong you really do have worth and you learn and you learn with every goodbye, you learn.
A verdadeira tradução: Depois de um tempo Veronica Shoffstall Depois de um tempo você aprende a sutil diferença entre segurar uma mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e companhia não quer sempre dizer segurança. E você começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E você começa a aceitar suas derrotas com sua cabeça erguida e seus olhos adiante com a graça de mulher, não a tristeza de uma ciança. E você aprende a construir todas as estradas hoje porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para planos e futuros têm o hábito de cair no meio do vôo. Depois de um tempo você aprende que até mesmo a luz do sol queima se você a tiver demais ...então você planta seu próprio jardim e enfeita sua própria alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que você realmente pode resistir, você realmente é forte, você realmente tem valor, e você aprende... e você aprende... com cada adeus, você aprende.
(É muito bonito o texto original. Encanta-me a riqueza das palavras, a emoção sugerida, a verdade expressa...)..........................................................................
A versão que se segue. é uma das versões do texto-Frankstein.
Circulam outras com algumas alterações.Aprender Depois de algum tempo você aprende a diferença, A sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, E que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos E presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas Com a cabeça erguida e olhos adiante, Com a graça de um adulto E não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, Porque o terreno do amanhã É incerto demais para os planos, E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende Que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, Algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, Ela vai feri-lo de vez em quando
E você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança E apenas segundos para destruí-la. E que você pode fazer coisas em um instante, Das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades Continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, Mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família Que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos Se compreendemos que os amigos mudam, Percebe que seu melhor amigo e você Podem fazer qualquer coisa, ou nada, E terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas Com quem você mais se importa na vida São tomadas de você muito depressa. Por isso sempre devemos deixar As pessoas que amamos com palavras amorosas, Pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes Têm influência sobre nós, Mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, Mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo Para se tornar a pessoa que quer ser, E que o tempo é curto.
Aprende que não importa aonde já chegou, Mas onde está indo. Mas se você não sabe para onde está indo, Qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos Ou eles o controlarão, E que ser flexível não significa Ser fraco ou não ter personalidade, Pois não importa quão delicada e frágil Seja um situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas Que fizeram o que era necessário fazer, Enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes A pessoa que você espera que o chute quando você cai É uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver Com os tipos de experiência que se teve E o que você aprendeu com elas Do que com quantos aniversários você já celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você Do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança Que sonhos são bobagens. Poucas coisas são tão humilhantes E seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva Tem o direito de estar com raiva, Mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama Do jeito que você quer que ame, Não significa que esse alguém Não o ame com tudo o que pode, Pois existem pessoas que nos amam, Mas simplesmente não sabem Como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente Ser perdoado por alguém, Algumas vezes você tem que aprender A perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, Você será em algum momento condenado. Aprende que não importa Em quantos pedaços seu coração foi partido, O mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo Que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... Que realmente é forte, E que pode ir muito mais longe Depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor E que você tem valor diante da vida! Nossa dúvidas são traidoras E nos fazem perder O bem que poderíamos conquistar, Se não fosse o medo de tentar .
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O texto-Frank é bonito, não resta dúvida.
Mas o original é um lindo texto, bastante oportuno e enriquecedor.
Deveria ser mantido no original, com a autoria respeitada.
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Nádia"
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