sábado, 21 de agosto de 2010

http://papodemulherdepoisdos30.blogspot.com/2010/06/ah-experiencia-dos-homens-mais-velhos.html#links hehe I agree



UAU! BESTEIRINHAS P/ RELAXAR KKKKKKKKKKKKK

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Renove-se

MENSAGEM PADRE MARCELO:



Reconheça a pessoa especial, forte, talentosa, guerreira e poderosa que você se transformou.

Sinta-se renovado, preparado e potencializado no dia de hoje.

Chegou a hora de encarar uma nova etapa, pois é tempo de se refazer e se for preciso, sair das cinzas!

Você pode, você é capaz!

Retome todos aqueles antigos e bons sonhos e dê a você mesmo mais uma oportunidade.

Agora é a sua hora de recomeçar para fazer florir a sua vida.

Viva de novo, mas de uma maneira diferente, do seu jeito!

Celebre a vida, perceba a pessoa especial que você é para Jesus.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

JAIRO MARQUES

Os superpoderosos

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Tenho um superpoder, o da invisibilidade. Diversas vezes, não notam a minha presença e não falam comigo
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COMPLICADO ADMITIR isso publicamente por causa da repercussão que pode dar e dos favores que vão me pedir, mas vamos lá: tenho um superpoder, o da invisibilidade. Diversas vezes, não notam a minha presença nos lugares e não falam comigo.
Pessoas com deficiência e os idosos, de forma geral, ganham dons sobrenaturais. Os cegos podem ficar resistentes ao som, pois há quem fale com eles gritando. Os velhinhos voltam a ser crianças e são tratados com "gut gut" e mimos. Já os surdos passam a ser imunes à emoção. Pode-se falar o que bem quiser na presença deles, afinal, eles não ouvem, logo não sentem.
Um dos locais em que meu superpoder mais se manifesta é em centros de compras. Entro na loja, rodo, me enrosco nas roupas e ninguém me vê nem me atende.
Minha invisibilidade, em alguns casos, é tão grande que, quando estou acompanhado, escolho lá uma pula-brejo qualquer para comprar, experimento e, quando me dirijo ao caixa, é para quem está comigo que perguntam: "Vai ser com cheque ou com cartão?". Isso também é comum em bares e restaurantes: "Ele vai comer o quê?"
Já entrei no Museu Rainha Sofia, em Madri, sem que me falassem nada nem me pedissem ingresso, como é feito com os outros visitantes. Fui considerado café com leite. Se tivesse uma pochete de turista um pouquinho maior, "Guernica", do Picasso, corria sérios riscos.
É duro ser ignorado ou mesmo que finjam que não estou presente. Talvez o fundo disso seja um conceito errado de que cadeirantes não falam ou mesmo que terão reações estranhas quando abordados.
Entendo que haja receio e uma falta de, digamos, habilidade para rolar uma interação entre uma pessoa com deficiência e um "mortal" comum. Mas o pior dos mundos é imaginar que quem tem algum tipo de limitação física ou sensorial não pode nada, é um estropício.
Mesmo nos casos de deficiências severas, as pessoas, à sua maneira, se comunicam, atuam em sociedade, são capazes de manter relação com o outro. Basta querer entendê-las. E outra: elas sabem que estão "em desvantagem".
Então, afora exceções, cegos podem ouvir perfeitamente. Não é preciso berrar no ouvido deles. Os surdos são capazes de entender a comunicação dos falantes. E, por fim, cadeirantes podem interagir.

Retirado Folha de S.Paulo