As Três Peneiras de Sócrates
Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.
Meu estilo (nada muito sério e nada muito engraçado). Always "under construction"!!!!!!!!! " PODEMOS ESCOLHER O QUE PLANTAR , MAS SOMOS OBRIGADOS A COLHER O QUE PLANTAMOS " Provérbio chinês
quarta-feira, 14 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Será sorte ou azar?
Havia um homem que, considerava-se absolutamente sem sorte. Tudo o que ele fazia dava errado. Quando ia plantar suas sementes, os passarinhos as comiam ou a chuva forte as levava, e, quando isso não acontecia, a seca acabava com suas plantações. Ele reclamava o tempo todo. Suas queixas contínuas faziam as pessoas se afastarem dele. Todos o consideravam um chato e, com isso, ele vivia muito só. Isso reforçava sua crença no azar. E ele não conseguia entender a razão de tanta falta de sorte.
Um dia, resolveu tomar uma atitude e ir procurar um grande mestre que vivia em uma floresta a muitos quilômetros de sua cidade. Depois de andar muitos dias, logo ao entrar na floresta, ele se deparou com um lobo muito magro, sem pelos, que lhe falou: “Moço, me ajude. Não sei o que está havendo comigo. Estou sem forças. Não consigo ir ao rio beber água. Dessa forma, vou morrer”. O moço respondeu: “Não posso ajudá-lo. Estou indo atrás de um mestre para me dizer sobre o meu azar na vida.” “Então, pergunte ao mestre o que está acontecendo comigo”, falou o lobo. E o homem continuou seu caminho.
Já no meio da floresta, ao tropeçar numa raiz, viu uma árvore quase sem folhas, com os galhos retorcidos e a casca soltando do tronco, e que, ao ver o espanto do homem, lhe disse: “Não sei o que está acontecendo comigo. Estou muito doente. Há seis meses minhas folhas estão caindo”. Depois da conversa, ela pediu ao homem que solicitasse ao mestre uma solução para seus problemas. E ele continuou sua jornada. Depois de alguns dias, andando, chegou a um vale cheio de flores de várias cores e perfumes. Ele nem reparou nisso e avistou uma casa. Diante dela, estava uma moça lindíssima, que, depois de uma longa conversa, também lhe pediu um favor: “Pergunte ao mestre por que sinto tanto vazio no peito, sem nenhum motivo. O que devo fazer?”. Depois de mais alguns dias de caminhada, ele encontrou o sábio mestre.
O homem contou toda a sua triste vida e o mestre lhe disse: “Sua sorte está no mundo, nas pessoas, nas coisas, nas circunstâncias”. Quando o homem ia saindo, o mestre lhe perguntou: “Você não está se esquecendo de alguma coisa? Dar respostas à árvore, ao lobo e à jovem”, disse.
Ele saiu em disparada. Na volta, encontrou uma moça: “O mestre disse que minha sorte está no mundo e que o que você sente é solidão e que, se você encontrar um companheiro, será muito feliz”. A moça então lhe perguntou: “Você quer ser esse companheiro?”. Ele respondeu: “Não, não foi para ficar aqui que fiz essa viagem”. E saiu correndo. Encontrou-se com a árvore, que lhe cobrou a resposta do mestre: “Ele disse que você está morrendo porque no meio de suas raízes há uma caixa de ferro cheia de moedas de ouro. Se você cavar e tirar esse tesouro, você será saudável novamente”. A árvore disse: “Faça isso para mim. Você pode ficar com o tesouro”. “O mestre falou que minha sorte está no mundo, não posso perder tempo. Adeus.” O moço saiu correndo de volta para casa. Atravessando a floresta, encontrou o lobo, que estava ainda mais magro e mais fraco. “O mestre mandou lhe dizer que você não está doente. Você tem fome e, como não tem forças para caçar, vai morrer aí mesmo, a não ser que algum estúpido passe por aqui e você consiga comê-lo.” O lobo reuniu o resto de suas forças e comeu o homem “sem sorte”.
Acreditar em sorte ou azar é uma forma de cegueira. As oportunidades e as ameaças estão à nossa volta, todo o tempo. Enquanto procuramos um culpado – o destino – para nossa vida, as oportunidades passam e nada fazemos. Não mudamos a partir de nossos erros e ficamos à mercê dos infortúnios.
antonio.roberto@uai.com.br
Um dia, resolveu tomar uma atitude e ir procurar um grande mestre que vivia em uma floresta a muitos quilômetros de sua cidade. Depois de andar muitos dias, logo ao entrar na floresta, ele se deparou com um lobo muito magro, sem pelos, que lhe falou: “Moço, me ajude. Não sei o que está havendo comigo. Estou sem forças. Não consigo ir ao rio beber água. Dessa forma, vou morrer”. O moço respondeu: “Não posso ajudá-lo. Estou indo atrás de um mestre para me dizer sobre o meu azar na vida.” “Então, pergunte ao mestre o que está acontecendo comigo”, falou o lobo. E o homem continuou seu caminho.
Já no meio da floresta, ao tropeçar numa raiz, viu uma árvore quase sem folhas, com os galhos retorcidos e a casca soltando do tronco, e que, ao ver o espanto do homem, lhe disse: “Não sei o que está acontecendo comigo. Estou muito doente. Há seis meses minhas folhas estão caindo”. Depois da conversa, ela pediu ao homem que solicitasse ao mestre uma solução para seus problemas. E ele continuou sua jornada. Depois de alguns dias, andando, chegou a um vale cheio de flores de várias cores e perfumes. Ele nem reparou nisso e avistou uma casa. Diante dela, estava uma moça lindíssima, que, depois de uma longa conversa, também lhe pediu um favor: “Pergunte ao mestre por que sinto tanto vazio no peito, sem nenhum motivo. O que devo fazer?”. Depois de mais alguns dias de caminhada, ele encontrou o sábio mestre.
O homem contou toda a sua triste vida e o mestre lhe disse: “Sua sorte está no mundo, nas pessoas, nas coisas, nas circunstâncias”. Quando o homem ia saindo, o mestre lhe perguntou: “Você não está se esquecendo de alguma coisa? Dar respostas à árvore, ao lobo e à jovem”, disse.
Ele saiu em disparada. Na volta, encontrou uma moça: “O mestre disse que minha sorte está no mundo e que o que você sente é solidão e que, se você encontrar um companheiro, será muito feliz”. A moça então lhe perguntou: “Você quer ser esse companheiro?”. Ele respondeu: “Não, não foi para ficar aqui que fiz essa viagem”. E saiu correndo. Encontrou-se com a árvore, que lhe cobrou a resposta do mestre: “Ele disse que você está morrendo porque no meio de suas raízes há uma caixa de ferro cheia de moedas de ouro. Se você cavar e tirar esse tesouro, você será saudável novamente”. A árvore disse: “Faça isso para mim. Você pode ficar com o tesouro”. “O mestre falou que minha sorte está no mundo, não posso perder tempo. Adeus.” O moço saiu correndo de volta para casa. Atravessando a floresta, encontrou o lobo, que estava ainda mais magro e mais fraco. “O mestre mandou lhe dizer que você não está doente. Você tem fome e, como não tem forças para caçar, vai morrer aí mesmo, a não ser que algum estúpido passe por aqui e você consiga comê-lo.” O lobo reuniu o resto de suas forças e comeu o homem “sem sorte”.
Acreditar em sorte ou azar é uma forma de cegueira. As oportunidades e as ameaças estão à nossa volta, todo o tempo. Enquanto procuramos um culpado – o destino – para nossa vida, as oportunidades passam e nada fazemos. Não mudamos a partir de nossos erros e ficamos à mercê dos infortúnios.
antonio.roberto@uai.com.br
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A VIAGEM
Hoje, de algum lugar longe dessas terras
Há um doce olhar só pra você
Um olhar especial
De alguém especial, de distantes origens
Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida
Que sorri porque ama plenamente
Sem julgamentos, preconceitos nem prisões
Hoje, como ontem, longe desses céus
Há um encantador olhar só pra você
Nesse olhar vai para você a magia da luz
A simplicidade do perdão
A força para comungar com a vida
A esperança de dias mais radiantes de paz
Hoje, de algum lugar dentro de você,
Alguém que já o amou muito e ainda o ama
Diz para você que valeu a pena ter estado nessas terras...
Sob estes céus...
Falando de união, paz, amor e perdão
Poder sentir a força que faz você sorrir
E continuar o caminho
Que um dia aquele doce olhar iniciou pra você
Tudo isso, só para você saber que
A VIDA CONTINUA...
E A MORTE É APENAS UMA VIAGEM!
Há um doce olhar só pra você
Um olhar especial
De alguém especial, de distantes origens
Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida
Que sorri porque ama plenamente
Sem julgamentos, preconceitos nem prisões
Hoje, como ontem, longe desses céus
Há um encantador olhar só pra você
Nesse olhar vai para você a magia da luz
A simplicidade do perdão
A força para comungar com a vida
A esperança de dias mais radiantes de paz
Hoje, de algum lugar dentro de você,
Alguém que já o amou muito e ainda o ama
Diz para você que valeu a pena ter estado nessas terras...
Sob estes céus...
Falando de união, paz, amor e perdão
Poder sentir a força que faz você sorrir
E continuar o caminho
Que um dia aquele doce olhar iniciou pra você
Tudo isso, só para você saber que
A VIDA CONTINUA...
E A MORTE É APENAS UMA VIAGEM!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A Arte de Calar
Autor desconhecido
Calar sobre sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade.
Calar, quando a gente está sofrendo, é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia.
Calar diante da injustiça, é fraqueza.
Calar, quando o outro está falando, é delicadeza.
Calar, quando o outro espera uma palavra, é omissão.
Calar, e não falar palavras inúteis, é penitência.
Calar, quando não há necessidade de falar, é prudência.
Calar, quando Deus nos fala no coração, é silêncio.
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