domingo, 1 de junho de 2008

A ÚLTIMA VIAGEM DE TÁXI.

Houve um tempo em que eu ganhava a vida como motorista de taxi. Os passageiros embarcavam totalmente anônimos. E, as vezes, me contavam episódios de suas vidas, suas alegrias e suas tristezas.
Encontrei pessoas que me surpreendedram.
MAS, NENHUMA como aquela da noite de 25 para 26 de Julho do último ano em que trabalhei na praça.
Havia recebido já tarde da noite uma chamada vinda de um pequeno prédiode tijolinhos, em uma rua trânqüila do subúrbio de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Quando eu cheguei, ouvia cachorros latindo longe. O prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acessa numa janela do térreo.
"E nestas circunstâncias, outros teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam só um pouco e, então iriam embora."
Mas, eu sabia que muitas pessoas dependiam de taxis como único meio de transporte a tal hora. A não ser, portanto, que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre esperava.
"Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda", pensei.
Assim, fui até a porta e bati.
"Um minutinho", respondeu uma voz débil e idosa. Ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão...
Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se.
Vi-me então diante de uma senhora bem idosa, pequenina e de frágil aparência.
Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro, daqueles usados pelas senhoras idosas dos filmes da década de 40! E se equilibrava numa bengala, enquanto segurava com dificuldade uma pequena mala.
Da casa dava para ver que a mobília estava coberta com lençóis.
Não havia relógios, roupas ou adornos sobre os móveis. Num canto jazia uma caixa aberta com fotografias e vidros.
A velha senhora, esboçando um tímido sorriso de quem havia já perdido todos os dentes, pediu-me:
- "O senhor poderia me ajudar com a mala?".
Eu peguei a mala e ajudei-a a caminhar lentamente até o carro. E enquanto se acomodava ela ficou me agradecendo.
- "Não é nada, apenas procuro tratar meus passageiros do jeito que gostaria que tratassem minha velha mãe".
- "Oh! Você é um bom rapaz!".
Quando embarcamos, deu-me um endereço e pediu:
- "O senhor poderia ir pelo centro da cidade?".
- "Este não é o trajeto mais curto", alertei-a prontamente.
- "Eu não me importo. Não estou com pressa. Meu destino é o último, o asilo dos velhos".
Surpreso, eu olhei pelo retrovisor.
Os olhos da velhinha brilhavam marejados.
- "Eu não tenho mais família e o médico me disse que tenho muito pouco tempo de vida".
Disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei:
- "Qual o caminho que a senhora deseja que eu tome/".
Nas horas seguintes nos dirigimos por toda a cidade. Ela mostrou-me o edifício na Praça 7 em que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista.
Nõs passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados.
E também pela Igrejinha de São Francisco na Pampulha, onde comemoraram Bodas de Ouro.
Ela pediu-me que passasse em frente a uma loja de móveis na região da Praça da Liberdade, que havia sido um grande salão de dança que ela frequentara como mocinha.
De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina.
Era quando ficava então com os olhos fixos na escuridão sem dizer nada.
E olhava, olhava e suspirava...
E assim rodamos a noite inteira.
Quando o primeiro rio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente:
- "Estou cansada e pronta. Vamos agora!"
Seguimos então em silêncio, para o endereço que ela havia me dado.
Dois atendentes caminharam até o taxi, assim que paramos. Eram amáveis e atentos os rapazes, e logo se acercaram da velha senhora, a quem pareciam esperar.
Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise até a porta. A senhora, já sentada em uma cadeira de rodas, perguntou-me então pelo custo da corrida.
- "Quanto lhe devo"? Ela perguntou, pegando a bolsa.
- "Nada", eu disse.
- "Você tem que ganhar a vida, meu jovem".
- "Há outros passageiros", respondi.
Quase se pensar, curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente e devolveu-me com um beijo afetuoso e repleto da mais pura e genuína gratidão e disse:
- "Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria, como muito não tinha há tanto tempo"
"Só Deus é quem sabe o quanto você fez por mim. Obrigado MEU AMIGO! Mil vezes, obriagada".
Apertei sua mão pela última vez e caminhei no lusco-fusco da alvorada sem olhar para trás, pois, as lágrimas corriam-me abundantes pela face.
Atrás de mim uma porta foi fechada.
Era o som do término de uma vida...
Naquele dia não peguei mais passageiros.
Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos.
Mal podia falar.
Dois dias depois, tomei coragem e voltei no asilo para ver como estava a minha nova amiga. Me disseram, então, que naquela noite anteior adormecera para sempre, em paz e feliz.
E fiquei a pensar, se a velhinha tivesse pego um motorista mal-educado e raivoso...
Ou então, algum que estivesse ansioso para terminar o turno.
Oh, Deus! E se eu houvesse recusado a corrida?
Ou tivesse buzinado uma vez e ido embora?
Ao relembrar, creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida até então.
Em geral nos condicionamos a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos.Todavia, os GRANDES MOMENTOS frequentemente nos pegam desprevinidos, e ficam guardados em recantos que quase todo mundo considera sem importância. Quando nos damos conta, já passou.

Evoluindo


Sim, é pra frente... que se olha, que se anda!
Queria dizer mais sobre isso...
Estou muito feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

PROFISSÃO: MÃE!!!!!!!!

Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.

Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
“O que eu pergunto é se tem um trabalho”, insistiu o funcionário.
“Claro que tenho um trabalho”, exclamou.

“Sou mãe”.
“Nós não consideramos “mãe” um trabalho.

Vou colocar”Dona de casa”, disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história

até o dia em que me encontrei em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira,
segura, eficiente, dona da situação,
perguntou:Qual é a sua ocupação?
Não sei o que me fez dizer isto,

as palavras simplesmente saltaram-me da
boca para fora

“Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.”

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o
ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.

Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no
questionário oficial.

Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse,
o que faz exatamente?

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz,
ouvi-me responder:“Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em
laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e
fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi
quatro projetos ( todas meninas).

Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???),
o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas).

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de
preencher o formulário, se levantou e, pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa , com o título da minha carteira erguido, fui
recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3
anos.

Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebê de seis
meses), testando uma nova tonalidade de voz.

Senti-me triunfante!

Maternidade… que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas
“Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas”.

As bisavós:
“Doutora- Executiva- Sênior”.

E as tias:
“Doutora - Assistente”.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas,
companheiras.

Doutoras na Arte de fazer a vida melhor !!!


(Desconeço o autor)
MÃES DA MINHA VIDA,E TODAS AS OUTRAS: HAPPY MOTHER´S DAY!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

ALWAYS BE MY BABY
MARIAH CAREY

We were as one babe
for a moment in time
and it seemed everlasting
that you would always be mine
now you want to be free
so I'm letting you fly
cause i know in my heart babe
our love will never die,no!

you'll always be a part of me
i'm a part of you indefinitely
boy don't you know you can't escape me
ooh darling cause you'll always be my baby
and we'll linger on
time can't erase a feeling this strong
no way you're never gonna shake me
ooh darling cause you'll always be my baby
(do do doop)
(do do doop do doop da dum)
(do do doop dum)
(do do doop do doop da dum)

i ain't gonna cry no
and i won't beg you to stay
if you're determined to leave boy
i will not stand in your way
but inevitably you'll be back again
cause ya know in your heart babe
our love will never end no
you'll always be a part of me
i'm part of you indefinitely
boy don't you know you can't escape me
ooh darling cause you'll always be my baby
and we'll linger on
time can't erase a feeling this strong
no way you're never gonna shake me
ooh darlin cause you'll always be my baby

i know that you'll be back boy
when your days and your nights get a little bit colder ooohhh
i know that,you'll be right back, baby
oh, baby believe me it's only a matter of time
of time

you'll always be a part of me (oooohhhh)
i'm part of you indefinitely (oooohhhh)
boy don't you know you can't escape me (ooooohhhhhh)
ooh darlin cause you'll always be my baby
and we'll linger on (and we will linger on)
time cant erase a feeling this strong (ohhhh)
no way you're never gonna shake me (oh baby)
ooh darlin cause you'll always be my baby

you'll always be a part of me (yeah yeah oooohhhh)
i'm part of you indefinitely (oooohhhh)
boy don't you know you can't escape me (ooooohhhhhh)
ooh darlin cause you'll always be my baby (no no)
and we'll linger on (you and I will always be)
time cant erase a feeling this strong
no way you're never gonna shake me (you & I)
ooh darlin cause you'll always be my baby (you & I)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Always... forever and ever...

KEEP ON LOVING YOU - REO SPEEDWAGON

You should've seen by the look in my eyes, baby
There was somethin missin
You should've known by the tone of my voice, maybe
But you didn't listen
You played dead
But you never bled
Instead you lay still in the grass
All coiled up and hissin

And though I know all about those men
Still I don't remember
Cause it was us baby, way before then
And we're still together
And I meant, every word I said
When I said that I love you I meant
That I love you forever

And I'm gonna keep on lovin you
Cause it's the only thing I wanna do
I don't wanna sleep
I just wanna keep on lovin you

(solo)

And I meant every word I said
When I said that I love you I meant
That I love you forever

(chorus)