quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Amigos parte 2

Quando uma pessoa está em sua vida por uma "Razão"... Geralmente é para suprir uma necessidade que você demonstrou. Ela vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Ela poderá parecer como uma dádiva dos céus e ela é! Ela está lá pela razão que você precisa que ela esteja lá. Então, sem nenhum atitude errada de sua parte ou da parte dela, algo vai acontecer para levar essa relação a um fim. Às vezes esta pessoa morre. Às vezes ela simplesmente se vai. Às vezes ela age e te força a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram satisfeitas, nossos desejos alcançados e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação"... É porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas geralmente te dão uma quantidade enorme de prazer. Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" ... Ensinam lições para a vida toda, coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Onde estão as pessoas interessantes? Tati Bernardi

"Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação
aos finais de semana já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas com
metade da minha idade e do meu bom senso. Nada contra adolescentes,
muitos deles até são mais interessantes e vividos do que eu, mas to falando
dos “fabricação em série”. Tô fora de dançar os hits das rádios e ter meu
braço ou cabelo puxado por um garoto que fala tipo assim, gata, iradíssimo,
tia.
Tinha me decidido a banir a palavra “balada” da minha vida e só sair de casa
para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho cult desses que tem
aberto aos montes em bequinhos charmosos. Mas a verdade é que por mais
que eu ame minhas amigas, a boa música e um bom filme, meus hormônios
começaram a sentir falta de uma boa barba pra se esfregar.
Já tentei paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham
sempre pra mim com aquela cara de “tô no meu mundo, fique no seu”. Tentei
aquelas festinhas que amigos fazem e que sempre te animam a pensar “se
são meus amigos, logo, devem ter amigos interessantes”. Infelizmente essas
festinhas são cheias de casais e um ou outro esquisito desesperado pra achar
alguém só porque os amigos estão todos acompanhados. To fora de gente
desesperada, ainda que eu seja quase uma.
Baladas playbas com garotas prontas para um casamento e rapazes que
exibem a chave do Audi to mais do que fora, baladas playbas com garotas
praianas hippye-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado (elas
misturam o desejo de serem meigas com o desejo de serem manos com o
desejo de serem patos) e rapazes garoto propaganda Adidas com cabelinho
playmobil também to fora.
O que sobra então? Barzinhos de MPB? Nem pensar. Até gosto da música,
mas rapazes que fogem do trânsito para bares abarrotados, bebem
discutindo a melhor bunda da firma e depois choram “tristeza não tem fim,
felicidade sim” no ombro do amigo, têm grandes chances de ser aquele tipo
que se acha super descolado só porque tirou a gravata e que fala tudo
metade em inglês ao estilo “quero te levar pra casa, how does it sounds?”
Foi então que descobri os muquifos eletrônicos alternativos, para dançar são
uma maravilha, mas ainda que eu não seja preconceituosa com esse tipo, não
estou a fim de beijar bissexuais sebosos, drogados e com brinco pelo corpo
todo. To procurando o pai dos meus filhos, não uma transa bizarra.
Minha mais recente descoberta foram as baladinhas também alternativas de
rock. Gente mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana,
estilo bacana, papo bacana… gente tão bacana que se basta e não acha
ninguém bacana. Na praia quem é interessante além de se isolar acorda cedo,
aí fica aquela sensação (verdadeira) de que só os idiotas vão à praia e às
baladinhas praianas. Orkut, MSN, chats… me pergunto onde foi parar a única
coisa que realmente importa e é de verdade nessa vida: a tal da química. Mas
então onde Meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está
passando, meus ex já estão quase todos casados, minhas amigas já estão
quase todas pensando no nome do bebê,… e eu? Até quando vou continuar
achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo a mais idiota de
todos?
Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu
agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares
furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e
voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredon lendo mais algumas
páginas do seu mundo perfeito.
A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar
que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la
andando por aí?"

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Head Up!!!

"Young girl don’t cry
I’ll be right here when your world starts to fall
Young girl it’s alright
Your tears will dry, you’ll soon be free to fly

When you’re safe inside your room you tend to dream
Of a place where nothing’s harder than it seems
No one ever wants or bothers to explain
Of the heartache life can bring and what it means

Chorus:
When there’s no one else, look inside yourself
Like your oldest friend just trust the voice within
Then you’ll find the strength that will guide your way
You’ll learn to begin to trust the voice within

Young girl don’t hide
You’ll never change if you just run away
Young girl just hold tight
Soon you’re gonna see your brighter day

Now in a world where innocence is quickly claimed
It’s so hard to stand your ground when you’re so afraid
No one reaches out a hand for you to hold
When you look outside look inside to your soul

Chorus

Life is a journey
It can take you anywhere you choose to go
As long as you’re learning
You’ll find all you’ll ever need to know
(be strong)
You’ll break it
(hold on)
You’ll make it
Just don’t forsake it because
No one can tell you what you can’t do
No one can stop you, you know that I’m talking to you

Chorus

Young girl don’t cry I’ll be right here when your world starts to fall"

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Nem tanto...

A primeira vez.
De Tati Bernardi.

Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um
texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.
Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem
uma frase num papelzinho amassado.
Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar
o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu
também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar
sequer alguém, o que dirá o mundo.
Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu
larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele,
no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu
nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei
vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu
melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado.
Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos
escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas
“bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha
da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso
super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por
dentro do peito.
Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da
classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns
babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo.
Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela
vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você
saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me
deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com
historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco
cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele
cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu
naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase
mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim,
mas deixa eu te olhar mesmo assim”.
Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única
coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia
enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de
canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo.
Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava
querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu
amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de
todas as outras pessoas que diziam estar comigo.
Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar
de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes
e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em
branco. Nenhuma linha sequer sobre isso.
Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até
desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim.
Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode
me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta
um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo
é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou
quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você.
Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu
fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do
que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei
infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo,
mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha,
eu escrevi sequer uma palavra sobre você.
Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem
sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você
simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida
cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou
saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não
gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a
ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu
um texto meu.

Tati Bernardi é cronista do Blônicas.


NEM EU NÃO QUERO MAIS!!!!!!!!!