sexta-feira, 17 de abril de 2026

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

CONSTITUIÇÃO PRIMAVERA

 CONSTITUIÇÃO PRIMAVERA

Aládia F. Carvalho  em 05-10-1988 Formosa- Goiás (minha mãe, que chorou ao reler sua crônica, dizendo estar inspirada neste dia e eu  com orgulho concordo plenamente!)

 “O dia parece diferente: há qualquer coisa pairando no ar. A bela festa das Olimpíadas já passou e a expectativa agora é para a “Primavera”. Ela traz em seu seio algo novo: é uma esperança muito verde que vibra no peito dos brasileiros. Mesmo os mais indiferentes sentem que alguma coisa está mudando.

 Estamos vivendo grandes dias! Após longos anos de espera e bom período de discussões e entendimentos, surge a Nova Constituição Brasileira com o prenúncio de dias melhores.

  Certamente que a promulgação da Lei Maior, que agora está nascendo, não solucionará os grandes problemas do Brasil. Sabemos que amanhã milhares de crianças acordarão sem ter o que comer muitos homens continuarão analfabetos e desempregados vivendo em condições inadmissíveis para seres racionais ; continuará a corrupção apesar de haver homens honestos e competentes ocupando os altos cargos na República; brilharão muitos parlamentares na luta pelo crescimento de todos, entretanto outros se omitirão traindo o povo que lhes delegou o direito e o dever de representá-lo.

Nossa querida Pátria vai continuar sendo o país do futuro e a terra da esperança, mas o que importa agora é o momento histórico que pertence a todos e que jamais poderá ser tirado da memória e do coração de cada um. 

A Constituição Primavera não é aquele primor de  Carta Magna que se se deseja mas vem tão carregada de esperança, que faz com que esta geração de brasileiros se torne privilegiada por viver tão grande acontecimento político. Privilegiada, também, por trazer dentro de si o doce sentimento que tem a cor dos gramados de Brasília e da floresta amazônica, os mais variados matizes da agricultura brasileira e ainda os tons do mar do imenso litoral do Brasil. Este sentimento não se esvairá jamais da alma do povo pois está estampado no seu símbolo maior que é a Bandeira e foi sempre esta ESPERANÇA que acalentou todos os sonhos dos filhos deste país que se unem de Norte a Sul nos grandes momentos de sua HISTÓRIA.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

2 anos

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sábado, 9 de julho de 2022

😢

O resumo é : 
Tenha filhos. Não importa se forem fruto de €stupr*. Tenha. Não aborte. Mas também não tenha muitos. Um ou dois devem ser suficientes. E não peça ajuda. Nem pra parir, nem pra criar. Não chore. Não reclame. E não leve as crianças em lugares demais. Você sabe, as pessoas não gostam muito delas. Quer dizer, depois que nascem. Antes, não é que elas gostem, mas é que você precisa parir. ENTENDEU, MULHER? Você vai parir sim. E vai criar. Não tem essa de entregar pra adoção não! É pra criar. Dane-se  sua vontade. Você é mulher. Mulher não tem que ficar tendo vontades não! E tem que ter marido. Marido. Não namorado. Quem engravida de namorado é put*. Mulher séria só engravida de marido ou de €stuprad0r. Às vezes ambos são o mesmo. Não importa. Tenha o bebê. Crie o bebê. Não se separe. Você sabe que mulher divorciada não é boa coisa. E fecha essas pernas. Não vai ter filho de novo, né? Vive grávida agora? E não grita na hora de parir não. Na hora de fazer você não gritou. E não tenha depressão pós parto. Isso é coisa de fresca. 
E crie esses filhos direitinho, hein? E não tenha muitos. E por favor, mantenha-os pobres. Você pariu pra quê? Pra gerar pobre pra trabalhar. 
Não reclama não! Quem mandou nascer mulher
Via Página ventre feminista 

domingo, 26 de junho de 2022

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

😉

Melhor, se me avisasse Porque, levou meus sonhos Talvez, foi minha covardia Por não dizer-te nunca Que te queria Chorei, te lembrando Gritei, desabafando E hoje, me resta esperança De ter você de volta Não penso em mais nada Eu tento todo dia e não consigo Viver sem teu calor O tempo passa mas em minha vida Meu mundo perde a cor Eu vou vivendo sem achar motivo Como esquecer a dor Talvez encontre a luz da minha vida Pra não morrer de amor

domingo, 27 de março de 2022

...

QUAL O NOSSO POTENCIAL E A NOSSA RESPONSABILIDADE? Monja Coen "Toda a sua vida está neste agora, aqui. E por que é que não apreciamos esse "aqui"? E muitas vezes ficamos aqui reclamando. [...] Ninguém é lixo! Somos seres maravilhosos porque somos seres humanos. [...] Nada nos atrapalha, tudo nos estimula pra uma percepção mais profunda da realidade, do assim como é. Não do como eu queria, do assim como é. E esse assim como é está em movimento. E o que nós fazemos, falamos e pensamos vai mexer na trama da existência. Por isso é uma religião que faz de você um ser humano responsável pela sua vida. Não só a sua vida, mas também pela vida do universo. A vida de tudo ao seu redor e das pessoas que você conhece estão relacionadas a sua maneira de se portar no mundo e de pensar a realidade."

quinta-feira, 17 de março de 2022

segunda-feira, 22 de março de 2021

sábado, 4 de julho de 2020

FOI DEUS - EDSON E HUDSON Compositores: Bruno / Edson / Felipe / Marcelo Justino De MoraesLetra de Foi Deus © Peermusic Publishing, Universal Music Publishing Group, Sony/ATV Music Publishing LLC

Foi Deus que me entregou de presente você
Eu que sonhava um dia viver
Um grande amor assim, foi Deus
Foi Deus, numa oração que um dia eu pedi
Acorrentado em teus olhos me vi
Quando te vi pela primeira vez
Foi Deus que me entregou de presente você
No teu sorriso hoje eu quero viver
No teu abraço encontrei minha paz
Valeu
Ter esperado o tempo passar
Pra de uma vez meu amor entregar
E não sentir solidão nunca mais
A declaração mais linda
De todos os tempos
É ou não é?
Quem 'tá feliz joga a mão
E faz barulho, Goiânia
É Deus, né?
É sempre Deus
Foi Deus, numa oração que um dia eu pedi
Acorrentado em teus olhos me vi
Quando te vi pela primeira vez
Foi Deus que me entregou de presente você
No teu sorriso hoje eu quero viver
No teu abraço encontrei minha paz
Valeu
Ter esperado o tempo passar
Pra de uma vez meu amor entregar
E não sentir solidão nunca mais
Foi Deus que me entregou de presente você
Eu que sonhava um dia viver
No teu abraço encontrei minha paz
Valeu
Ter esperado o tempo passar
Pra de uma vez meu amor entregar
E não sentir solidão nunca mais
Salva de palmas, salva de palmas
Foi Deus

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Ainda Fernanda Young

Fernanda Torres, sobre a morte de Fernanda Young:

"Por caminhos que ninguém explica, nos fundimos numa mesma Vani. Por três anos de série e duas películas dos Normais, fui seu alter ego anárquico e desconcertante. Ganhei de bandeja um ser tão potente, tão fruto das qualidades da Young, que acabei me tornando ela. Me tratavam, até hoje me tratam, de doida demais na rua; riem comigo e agradecem o prazer da convivência com aquela alma liberta. Minha persona pública se mesclou com a da Fernanda sem que eu tivesse que ter o peito, a ousadia e a coragem dela de encarar a cafonice do mundo, de denunciá-la e virá-la do avesso.

Fernanda e Alexandre [Machado] são dois punks que se travestiram de cordeiros, de noivos, de normais, para incitar a loucura geral da nação. E eu e Luiz Fernando Guimarães surfamos na pele deles, do Rui Alexandre e da Vani Fernanda, no melhor “ménage a quatre”, na melhor das orgias que um ator pode sonhar participar.

Por isso, a morte dela é também a minha, a de nós todos. Tão nova, e linda, e mãe, e mulher pra cacete. Como é possível? Passado o estupor da notícia, me veio a tristeza imensa, imensurável, de quem perdeu uma parte de si mesmo. Só posso explicar assim."

A última coluna de Fernanda Young

A última coluna de Fernanda Young, publicada em O Globo. Vale muito a leitura.

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Bando de cafonas

A Amazônia em chamas, a censura voltando, a economia estagnada, e a pessoa quer falar de quê? Dos cafonas. Do império da cafonice que nos domina. Não exatamente nas roupas que vestimos ou nas músicas que escutamos — a pessoa quer falar do mau gosto existencial. Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias.

O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele. Enganar é ok. Agredir é ok. Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas.

O cafona manda cimentar o quintal e ladrilhar o jardim. Quer todo mundo igual, cantando o hino. Gosta de frases de efeito e piadas de bicha. Chuta o cachorro, chicoteia o cavalo e mata passarinho. Despreza a ciência, porque ninguém pode ser mais sabido que ele. É rude na língua e flatulento por todos os seus orifícios. Recorre à religião para ser hipócrita e à brutalidade para ser respeitado.

A cafonice detesta a arte, pois não quer ter que entender nada. Odeia o diferente, pois não tem um pingo de originalidade em suas veias. Segura de si, acha que a psicologia não tem necessidade e que desculpa não se pede. Fala o que pensa, principalmente quando não pensa. Fura filas, canta pneus e passa sermões. A cafonice não tem vergonha na cara.

O cafona quer ser autoridade, para poder dar carteiradas. Quer vencer, para ver o outro perder. Quer ser convidado, para cuspir no prato. Quer bajular o poderoso e debochar do necessitado. Quer andar armado. Quer tirar vantagem em tudo. Unidos, os cafonas fazem passeatas de apoio e protestos a favor. Atacam como hienas e se escondem como ratos.

Existe algo mais brega do que um rico roubando? Algo mais chique do que um pobre honesto? É sobre isso que a pessoa quer falar, apesar de tudo que está acontecendo. Porque só o bom gosto pode salvar este país.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

A criança no banco de trás

“A criança no banco de trás. O pai sendo fuzilado com oitenta tiros na frente dela. A mãe também está no carro. Ela está desesperada. Ela sai do carro e mostra a criança para os soldados do exército, pede para que eles parem. Eles não param. Eles continuam matando. A criança está suja de sangue. Ela tem sete anos. O pai foi fuzilado na frente dela. Com oitenta tiros. O avô dela também foi fuzilado dentro do carro. A criança vai ter que enterrar o pai. O exército inventa uma mentira. O exército publica uma nota oficial inventando que, na verdade, o pai estava atirando contra os soldados. Muita gente acredita porque, no Brasil, muita gente adora a violência do exército, da polícia. E no Brasil muita gente acha que quatro pessoas negras em um carro provavelmente são bandidas mesmo. A criança fica traumatizada. As semanas passam. A psicóloga diz que é bom a criança voltar às aulas para retomar a sua vida. A mãe, ainda em pedaços, leva a criança até a porta da escola, deixa uma fruta embrulhada em um guardanapo e dá um beijo na sua testa. Esconde o choro. A criança, sozinha, reencontra os amigos. Um deles fala: “Ouvi falar que o seu pai era bandido”. Por Artênius Daniel